Sobre textos e pensamentos religiosos

Caros leitores e seguidores do meu blog,

Em relação aos meus pensamentos e textos religiosos, quero que saibam que não estou impondo como verdade absoluta aquilo que sinto e acredito como correto. Cada pessoa tem sua experiência e seu sentimento com Deus.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ambigüidade

A humanidade é ambigüidade. Vive entre dizer sim ou dizer não. O ser ou não ser. Ter ou não ter. Querer ou não. Ir ou ficar. Fugir ou enfrentar. Amar ou desamar. Sorrir ou chorar. Sentir ou camuflar. Dizer ou calar. Se proteger ou se expor. Sonhar ou acordar. Dormir e não sonhar ou sonhar acordado.
Ela faz a sua escolha, escolhe certo, escolhe errado...
Ou prefere tudo pronto, já traçado...
Vive dizendo sim quando queria dizer não e vice-versa. É o que é ou vive querendo ser o que sempre foi e não sabia ou o que nunca será um dia. Ter e querer o que se tem ou não ter por simplesmente não querer o que todos têm. Ir por ter direção ou por impulso, ficar por ilusão ou também por outro impulso. Fugir de si mesmo ou dos outros, da vida, enfrentar ou não a ferida. Amar num todo ou desamar sem força a própria sina. Sorrir dos outros, sorrir para os outros ou não sorrir, por desgosto. Chorar com os outros, chorar com gosto...
ou não chorar por não ter gosto. Sentir que é livre e que ama ou camuflar o sentido do sentir de si mesmo quando sente que cansa. Dizer o que pensa ou o que não pensa, calar o que pensa ou o que sustenta. Proteger ou se proteger de alguém ou de si mesmo. Se expor demais ou nunca. Sonhar que já acordou ou acordar e ver que era um sonho. Dormir para a vida e não sonhar ou sonhar que a vida é acordar do eterno sonho.


18/02/2004

3 comentários:

Liliana Seven disse...

A VIDA SÓ MUDA, QUANDO VOCÊ MUDA!

Luiz Fernando Veríssimo

Liliana Seven disse...

Divaguei sem piedade na ambigüidade!!

Rosa Púrpura disse...

Lili, deitou e rolou na ambigüidade humana. rs Boa explanação, amiga! *** Tenho cá com meus botões que o ser humano é dualista, ambígüo, oscilante entre o bem e o mal, um ser paradoxal, multifacetado, enfim, porque teme. Sim, é o que penso. Ele vai lá e volta. Aqui e ali, incansável. Indefinido. Insaciável. Inconstante. Creio que o medo é o que o torna um ser dividido. Medo de quê? Ora, medo de tudo e por tudo. O inexplicável nos assusta. A vida nos assusta. O futuro nos atormenta. A morte nos assombra. O amor nos amedronta. A solidão nos apavora. Somos medrosos e isso nos torna pêndulos que se movem em direção ao desconhecido.